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Banca de Qualificação - JÉSSICA SANNA SOARES PONS

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17/06/2026 - 14h00 - via webconferência - Campus Porto Alegre / IFRS - Inteligência Artificial Generativa como aliada do bem-estar docente: Contribuições da Educação Positiva na Era Digital

O presente trabalho investiga de que modo a Inteligência Artificial Generativa pode promover o bem-estar docente, alinhando-se aos princípios da Educação Positiva, sem se tornar mais um fator de estresse. O contexto educacional brasileiro evidencia um cenário em que a saúde mental dos educadores foi significativamente impactada durante a pandemia. Isso torna clara a necessidade de políticas e práticas institucionais voltadas ao cuidado dos professores, especialmente diante da crescente digitalização do trabalho pedagógico. A incorporação da Inteligência Artificial na educação não deve ser compreendida apenas como uma ferramenta de inovação técnica, mas precisa ser acompanhada de reflexões éticas e pedagógicas que considerem seus impactos sobre a saúde e o bem-estar dos professores. Esta pesquisa tem como objetivo central desenvolver e validar um Guia de Bem-Estar Docente que integre a Inteligência Artificial Generativa (IAG) aos princípios da Educação Positiva, utilizando o modelo PERMA (Emoções Positivas, Engajamento, Relacionamentos Positivos, Significado e Realização. A metodologia adotada é a Design Science Research (DSR), operacionalizada por meio da Pesquisa-Desenvolvimento. As técnicas incluem análise documental de legislações educacionais brasileiras recentes (Leis nº 14.681/2023 e nº 14.819/2024), aplicação de questionário a cerca de aproximadamente 150 professores de diferentes níveis de ensino e realização de grupo focal para aprofundamento qualitativo. Com base na revisão da literatura, espera-se que a IAG, quando utilizada de forma crítica e contextualizada, atue como ferramenta estratégica na automatização de tarefas repetitivas, redução do tecnoestresse e potencialização das dimensões humanas do ensino. Dessa forma, a tecnologia, longe de ser uma solução universal, deve ser compreendida como ferramenta de apoio. Quando articulada com políticas públicas de valorização docente, pode promover autonomia profissional, florescimento pessoal e uma relação mais saudável com o ambiente digital. Como principal resultado, espera-se produzir um Guia de Bem-Estar Docente validado, contendo estratégias práticas com autodiagnóstico fundamentado no modelo PERMA, contribuindo para o fortalecimento do bem-estar e da prática pedagógica docente.

MEMBROS DA BANCA:

MARCIA AMARAL CORREA UGHINI VILLARROEL (ORIENTADORA)
MARCIA HAFELE ISLABAO FRANCO
GISELE MASSOLA
LUCIA MARIA MARTINS GIRAFFA (PUCRS)

 

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