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Banca de defesa - MARIE CHRISTINE JULIE MASCARENHAS FABRE

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28/08/2026 - 14h00min - Auditório Rui Cruse - Campus Porto Alegre -Design de Experiências de Aprendizagem e Inteligência Artificial Generativa: desenvolvimento e análise de uma oficina de formação docente

A incorporação das ferramentas de Inteligência Artificial Generativa (IAG) ao trabalho docente tem ocorrido, com frequência, sem formação que prepare os professores para orientar o seu uso tendo como base a intencionalidade pedagógica. Ao mesmo tempo, os estudos que articulam a IAG ao design de experiências de aprendizagem (Learning Experience Design, LXD) permanecem escassos, especialmente na educação básica. Diante desse quadro, esta pesquisa parte da seguinte questão: como o design de experiências de aprendizagem pode contribuir para a apropriação crítica e intencional da inteligência artificial generativa por professores da educação básica em seu planejamento pedagógico? O objetivo geral é analisar como o LXD pode contribuir para essa apropriação por meio de uma oficina de formação docente. Os objetivos específicos são: sistematizar os fundamentos teóricos do LXD e as contribuições da IAG para a prática docente; desenvolver uma oficina fundamentada nos princípios do LXD, sistematizada em um guia metodológico para replicação; aplicar a oficina com uma turma piloto e, na sequência, em um estudo de caso com docentes da educação básica; e analisar as manifestações de apropriação crítica e intencional da IAG pelos participantes, considerando os princípios do LXD, a partir dos dados e artefatos produzidos no estudo de caso. A pesquisa é de natureza aplicada e abordagem qualitativa, com delineamento de estudo de caso único de projeto integrado. A oficina, em formato híbrido, foi aplicada em caráter piloto, redesenhada a partir dessa aplicação, e então conduzida com treze professoras de uma escola da rede municipal de Estrela, no Rio Grande do Sul, aplicação que constitui o caso. Os dados foram examinados por análise de conteúdo, com cinco categorias definidas, antes da coleta, como as mudanças desejadas que operacionalizam a apropriação crítica e intencional: (i) deslocar o ponto de partida do planejamento, do conteúdo para o estudante; (ii) estruturar prompts com intencionalidade pedagógica; (iii) preservar o julgamento pedagógico, decidindo e não delegando; (iv) desenvolver consciência ética e crítica sobre a IAG; e (v) enunciar intenção concreta de transferência para a prática. Os resultados indicam duas contribuições do LXD: a inversão da ordem do planejamento, com a ferramenta entrando depois da intenção pedagógica, e a forma material que o design dá às decisões, que permite distinguir decidir de delegar. Indicam também um limite: a dimensão ética e crítica não se sustentou no LXD sozinho, dependeu da mediação da facilitadora no ponto mais sensível e não se converteu em prática no tempo da formação. As cinco mudanças mostraram convergência com os domínios de formação docente dos referenciais nacionais do MEC, não consultados no desenho da oficina, indício de validade externa das categorias. Como produto educacional, a partir da pesquisa foi elaborado um guia metodológico da oficina, com os refinamentos derivados das duas aplicações. 

 

MEMBROS DA BANCA:

SILVIA DE CASTRO BERTAGNOLLI (ORIENTADORA)
FABIO YOSHIMITSU OKUYAMA
JOSIANE CAROLINA SOARES RAMOS PROCASKO
ROSECLÉA DUARTE MEDINA (UFSM)

 

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